Reabilitação multidisciplinar e fadiga crônica em Esclerose Múltipla (EM)
Este RCT tem como objetivo investigar os efeitos de um programa individualizado de reabilitação em ambulatório multidisciplinar (que consiste em treinamento aeróbico, terapia cognitiva comportamental e de estratégias de gestão de energia), em comparação com a consulta por um enfermeiro, com foco na conservação de energia e estimular a atividade física.
Surpreendentemente, e contrariamente às hipóteses, a fadiga mostrou-se bastante invariante a partir da linha de base, tal como medido por várias listas de controle para a fadiga, QV e atividades funcionais. Nenhum efeito do tratamento pôde ser demonstrado.
A fadiga é um sintoma comum e incapacitante em pessoas com esclerose múltipla (EM), e é considerada como sendo uma das principais causas de incapacidade nas atividades diárias e reduzida qualidade de vida. Vários mecanismos patofisiológicos de fadiga, tais como a desregulação do sistema imunológico, de condução do nervo danificado, e neuro-endócrino e alterações de neurotransmissores têm sido sugeridos para explicar fadiga primária em EM; No entanto, o mecanismo exato não é ainda conhecido. A fadiga secundária pode resultar de dor e espasmos musculares, infecções concomitantes freqüentes e depressão. O efeito do tratamento farmacológico não é estabelecido, com exceção da amantadina.
Neste artigo, 48 pacientes com EM de ambulatório com fadiga crônica foram selecionados e atribuídos a um programa de reabilitação multidisciplinar (PRM) ou consulta com uma enfermeira 3 vezes semanalmente (CE).
O grupo PRM recebeu um programa individualizado focado na otimização do auto-controle comportamental e em atividades de vida diária, com o envolvimento do Fisioterapeuta, Terapeuta Ocupacional, e Assistente Social. Um treinamento de 12 semanas consistiu em duas sessões de 45 minutos por semana de treinamento aeróbico supervisionado no estilo circuito, a 50-70% do VO2 máximo.
As medições foram realizadas no início do estudo, 12 semanas (após programa de exercício) e follow-up com 24 semanas.
Não foi possível estabelecer os efeitos do tratamento para redução da fadiga neste grupo de portadores de EM com fadiga crônica. Além disso, não houve melhora no controle dos sintomas, nem o estado funcional, além de uma pequena melhoria na mobilidade. Os autores sugerem que a fadiga crônica é imune a estratégias atuais, e sublinham a necessidade de intervenções alternativas.
Qual é a sua experiência com EM e fadiga? O que funciona e o que não? Quando e por quê?
> De: Rietberg et al., 9 PLoS One (2015) e107710. Todos os direitos reservados ao autor (s). Clique aqui para ver o resumo Pubmed. Traduzido por Raphael Vianna – Fisioterapeuta.