Treino de resistência progressiva após AVC
Acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de incapacidade em adultos no mundo ocidental. A perda de força após o derrame (isto é, a perda da capacidade de produzir quantidades normais de força muscular) é frequentemente extensa. A perda de força também é o principal comprometimento que contribui para a limitação da atividade após o AVC.
Dado isso, você poderia pensar que os efeitos do fortalecimento das intervenções após o AVC seriam bem estabelecidos como benéficos. No entanto, revisões sistemáticas anteriores da literatura sobre este tópico incluíram estudos em que a intervenção de fortalecimento foi bastante moderada em intensidade; embora alguma melhoria na força tenha sido observada, isso não se traduziu em aumento de atividade.
Uma nova revisão sistemática examinou apenas ensaios em que a intervenção de fortalecimento foi intensa o suficiente para atender à definição de treinamento de resistência progressiva do Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM): carga de 8 a 12 repetições máximas (mais conhecida como 12RM) por pelo menos 2 séries com aumentos da carga progressivos.
11 estudos envolvendo 370 participantes foram incluídos nesta revisão sistemática. Para cada ensaio que mediu múltiplos grupos musculares, foi realizada uma análise preliminar combinada dos múltiplos grupos musculares para gerar uma diferença média padronizada (DMP) para cada estudo.
Isso exigiu um ajuste para explicar o fato de que vários dados dos mesmos participantes estavam sendo usados. Para reduzir o tamanho da amostra de cada tentativa ao tamanho efetivo da amostra, o tamanho da amostra de cada grupo foi dividido pelo "efeito de desenho". Isso simplesmente significava que a revisão não precisava descartar dados relevantes escolhendo apenas um grupo muscular. Legal, né?
A melhor estimativa da revisão do efeito do treinamento resistido progressivo na força foi um DMP de 0,98, que é um grande efeito. O intervalo de confiança em torno deste resultado (ou seja, a incerteza em torno desse resultado médio) também caiu dentro do alcance de um grande efeito - portanto, podemos estar bastante certos de que as intervenções de fortalecimento tiveram um grande efeito sobre a força.
Mas tornar os pacientes mais fortes se transformou em melhorias em sua atividade?
Infelizmente, embora a melhor estimativa da revisão tenha sido que o fortalecimento teve um efeito moderado na atividade (DMP = 0,42), o intervalo de confiança foi bastante amplo. Isso significa que o fortalecimento pode melhorar a atividade, mas não podemos excluir a possibilidade de que ela não tenha efeito (ou seja, um efeito levemente prejudicial) na atividade.
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> A partir da: Dorsch, J Physiother 64 (2018) 84-90. Todos os direitos reservados a: the Australian Physiotherapy Association. Clique aqui para ver o resumo. Traduzido por Patricia Maria Soares de Oliveira.