Diferenças anatômicas entre gêneros na equitação
Historicamente, a equitação era um esporte dominado pelos homens, com poucas mulheres que, tradicionalmente, montavam em sela lateral. Nesta era, os homens e as muitas mulheres montam na maneira tradicional de montar independentemente de suas diferenças anatômicas.
A pelve é o bloco de construção de um assento estável e tem muitas diferenças anatômicas entre os sexos. Desde que a pélvis da mulher é mais larga, os ossos usados para sentar são também mais angulares. Isso significa que o principal ponto de contato com a sela tende a ser mais para a frente da pelve e leva facilmente a sentar antes da linha média. A comparação com os homens é vista na figura abaixo.
A coluna lombar é empilhada no sacro, que nas mulheres precisa permitir espaço para o canal de parto. Este posicionamento diferente também leva ao fato de que as mulheres são mais propensas a hiperlordose lombar (extremo), uma falha comum na equitação. Por causa de sua forma sacra, os homens acham mais fácil sentar-se em seu cóccix e são menos propensos a lordose.
Nos homens, os encaixes do quadril ficam mais voltados para a frente, facilitando o repouso da face interna da coxa contra a sela, os joelhos relaxados perto da sela e os dedos dos pés apontam para a frente. Anatomia do quadril da mulher significa que os músculos na frente da coxa e do ligamento iliofemoral pode precisar ser esticado para conseguir o mesmo efeito. Isso destaca algumas diferenças anatômicas e seus efeitos sobre a equitação.
Este post foi publicado originalmente em Science & Equine. Confira este site se você estiver interessado em mais conteúdo relacionado a cavalos e equitação!
> A partir da: Bennet et al., Equus Mag (2017) 140. Todos os direitos reservados a The Author(s). Clique aqui para ver o resumo. Traduzido por Raphael Vianna.